Investir em BDRs e ETFs internacionais permite diversificar sua carteira com ativos globais. Mas será que a globalização dos investimentos realmente compensa? Entenda os riscos e benefícios.

Por Naskar
Publicado em 15/07/2025

A busca por diversificação tem levado cada vez mais investidores brasileiros a olharem para fora do país. Entre os instrumentos mais acessíveis para essa estratégia estão os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) e os ETFs internacionais. Ambos permitem investir em ativos globais diretamente da Bolsa brasileira, sem precisar abrir conta em corretoras no exterior. Mas, afinal, globalizar sua carteira é uma decisão acertada para todos os perfis?

O Que São BDRs e ETFs Internacionais?

BDRs são certificados que representam ações de empresas estrangeiras negociadas na B3. Eles permitem que o investidor brasileiro se exponha, por exemplo, à Apple, Amazon ou Google sem sair do mercado nacional.

ETFs internacionais, por sua vez, são fundos de índice que replicam o desempenho de mercados ou setores específicos, como o S&P 500 (Estados Unidos), o MSCI China ou o Nasdaq-100, e podem ser comprados diretamente na B3.

Por Que Investir no Exterior?

Globalizar uma carteira pode trazer vantagens importantes:

  • Diversificação geográfica: Reduz a dependência da economia brasileira, que historicamente apresenta alta volatilidade.
  • Exposição a moedas fortes: Como o dólar e o euro tendem a se valorizar em momentos de instabilidade no Brasil, ter ativos atrelados a essas moedas pode proteger o poder de compra.
  • Acesso a setores não disponíveis localmente: Como tecnologia, biotecnologia ou defesa, com empresas líderes mundiais.
  • Participação em mercados mais maduros: Que oferecem maior liquidez e transparência.

Quais São os Riscos?

Apesar das vantagens, investir fora do país — mesmo que indiretamente — envolve riscos específicos:

  • Risco cambial: A valorização ou desvalorização do real pode ampliar ganhos ou aumentar perdas.
  • Volatilidade dos mercados internacionais: A depender do momento econômico global, esses ativos também estão sujeitos a fortes oscilações.
  • Menor familiaridade: Investir em empresas estrangeiras exige mais estudo e atenção a informações em outros idiomas.
  • Custos: Alguns BDRs e ETFs podem ter taxas de administração mais elevadas que produtos nacionais similares.

Perfil do Investidor e Estratégia

A globalização da carteira pode fazer sentido principalmente para investidores com:

  • Visão de longo prazo;
  • Tolerância a riscos cambiais;
  • Interesse em setores globais estratégicos;
  • Desejo de proteger parte do patrimônio contra eventos internos do Brasil.

Para iniciantes, uma boa alternativa é começar com ETFs internacionais, que já oferecem diversificação automática e exigem menor acompanhamento ativo.

Conclusão

BDRs e ETFs internacionais são instrumentos eficazes para internacionalizar a carteira de investimentos. Eles democratizam o acesso a mercados globais e podem ser poderosos aliados na diversificação e proteção do portfólio. No entanto, exigem planejamento, conhecimento e alinhamento com os objetivos pessoais. Globalizar sua carteira vale a pena — desde que feito com estratégia e consciência dos riscos envolvidos.

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